Resumo:O presente artigo tem como objeto discutir o problema da escolha moral a partir de um duplo olhar: por um lado, através de um referencial teórico marxista e, por outro lado, sob a ótica de um recorte da tradição psicanalítica, nos valendo de uma parte (bem delimitada) do legado freudiano. A originalidade desses dois sistemas de pensamento consistiu em criticar as filosofias meramente especulativas. Ambas correntes entendem – ainda que a isso tenham chegado por vias diferentes – que é impossível compreender os valores morais estabelecidos na sociedade ou o processo de sua consolidação sem, primeiramente, se compreender o ambiente e os conflitos desta mesma sociedade. Em consequência desse recorte, pretendendo indagar, como problema, se a cultura marxista o faz apenas pelo olhar acerca da infraestrutura e se a psicanálise procederia apenas pelo referencial da vida interior, ignorando a base material de tais conflitos. Diga-se, de logo e como hipótese que nossa resposta a tal indagação é negativa vez que os olhares das duas aludidas culturas expressam os conflitos humanos quer por sua base material quer em sua implicação emocional, acentuando uma ou outra, mas sem ignorar das contrafacções respectivas supracitadas. Por isso, não constitui nossa intenção, como iter, discutir a moral como um dado ontológico, prefixado e rígido, mas sim situando-a, e aos interesses humanos, como dados inseridos na história e não fora dela. Trata-se, metodologicamente, de pesquisa puramente bibliográfica, cujo referencial teórico tem como ponto de partida a afirmação marxiana pela qual e egundo a qual “se o ser humano é fruto das condições, trata-se, pois de tratar tais circunstâncias humanamente”
Palavras-chave: Marxismo. Psicanálise. Ética. Filosofia prática. Práxis. Moral.
Abstract:The aim of this paper is to analyze the question of moral choice from a critical view of Marxism. The originality of both thinking sistems is to criticize the speculative/idealist philosophies. This currents considers it is impossible to understand the established moral values in society or the process of its establishment, without first understanding the environment and the conflicts of that society – marxism does so by looking at inrastructure and psychoanalysis thorugh the reference of inner life. Thus, it isn’t the thesis- problem of discussing the moral argument as an ontological given, prefixed and closed, but placing the moral and human interests as facts entered in the history and not outside it. According to founders of Marxism, if the human being is the result of conditions, it is, therefore, to make these conditions humanly.
Keywords: Marxism. Psychoanalysis. Ethic. Practical Philosophy. Praxis. Moral