ISSN:2238-6408 (online)
Kátia Antunes Zephiro - UFRRJ

Resumo: O artigo pretende discutir os efeitos das políticas assimilacionistas do Estado brasileiro, que buscaram integrar os indígenas à sociedade nacional mediante a negação de suas identidades e modos de vida. O artigo se propõe analisar a trajetória das políticas estatais voltadas aos povos indígenas, bem como compreender os impactos dessas ações na construção de estereótipos, nas dinâmicas de resistência e na afirmação contemporânea de direitos, com ênfase nas dimensões territoriais, políticas, culturais e ambientais. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, fundamentada na análise de legislações, dados censitários recentes e produções acadêmicas sobre a temática indígena. O referencial teórico ancora-se em perspectivas críticas que dialogam com os estudos decoloniais, a colonialidade do poder e do saber, além de contribuições do pensamento indígena contemporâneo, que tensionam as epistemologias hegemônicas e evidenciam a centralidade dos saberes ancestrais. Por fim, o texto enfatiza que as lutas indígenas, ao articularem a defesa dos territórios e da vida, assumem papel fundamental no enfrentamento das crises socioambientais atuais, apontando para a relevância desses povos na construção de outros horizontes civilizatórios.

 

Palavras-chave: povos indígenas; história; políticas públicas; movimento indígena

Abstract: This article aims to discuss the effects of the assimilationist policies of the Brazilian State, which have sought to integrate Indigenous peoples into national ecente through the denial of their identities and ways of life. It analyzes the trajectory of state policies directed at Indigenous peoples and examines the impacts of these actions on the construction of stereotypes, on dynamics of resistance, ecent the contemporary affirmation of rights, with na emphasis on territorial, political, cultural, and environmental dimensions. Methodologically, this is a qualitative study, based on bibliographic and ecentear research, grounded in the analysis of legislation, ecente census data, and academic literature on Indigenous issues. The theoretical framework is based on critical perspectives that engage with decolonial studies and the coloniality of power and knowledge, as well as contributions from contemporary Indigenous thought, which challenge hegemonic epistemologies and highlight the centrality of ancestral knowledge. Finally, the article emphasizes that Indigenous struggles, by articulating the defense of territories and life, play a fundamental role in addressing current socio-environmental crises, pointing to the relevance of these peoples in the construction of alternative civilizational horizons.

 

Keywords: Indigenous peoples; history; public policies; Indigenous movement.