ISSN:2238-6408 (online)
Emiliano Alessandroni - Università degli Studi di Urbino / Italia.

Abstract:Se l’autofobia costituisce una capitolazione di fronte alla cultura degli avversari, rinunciare all’autocritica significa per il marxismo essere destinato a reiterare gli errori che hanno favorito la disfatta storica del mondo socialista nel Novecento. Lo scontro tra una forza nuova che sperimentava i suoi assetti politici e una forza consolidata che poteva fare affidamento su un’esperienza di governo ormai secolare, era senz’altro impari e lasciava aperte, ai seguaci di Marx, poche chances di vittoria. Questo non deve tuttavia nascondere le debolezze teoriche di fondo che hanno pesato sulla sconfitta: Losurdo le individua essenzialmente nel soggettivismo, nell’utopia, nelle tentazioni messianiche, nelle evasioni dall’oggettività sociale. Cedimenti contro cui ritiene la filosofia di Hegel possa costituire un valido argine. Ed è da qui che egli prende le mosse per procedere a una revisione teorica del marxismo: attraverso lo strumentario hegeliano e anche a fronte delle vicende storiche nel frattempo intervenute.

Parole chiave: Hegel ed Marx. Oggettività sociale. Logica dialettica. Idealismo. Lotta di classe.

Resumo:Se a autofobia constitui uma capitulação à cultura dos adversários, para o marxismo, renunciar à autocrítica significa estar condenado a repetir os erros que contribuíram para a derrota histórica do mundo socialista no século XX. O choque entre uma nova força experimentando suas estruturas políticas e uma força consolidada, baseada em uma experiência secular de governo, foi indubitavelmente desigual e deixou aos seguidores de Marx poucas chances de vitória. Isso, no entanto, não deve obscurecer as fragilidades teóricas fundamentais que contribuíram para a derrota: Losurdo as identifica essencialmente no subjetivismo, na utopia, nas tentações messiânicas e nas fugas da objetividade social. Ele acredita que a filosofia de Hegel pode fornecer uma barreira válida contra essas fragilidades. E é a partir daí que ele inicia uma revisão teórica do marxismo: utilizando as ferramentas de Hegel e também à luz dos eventos históricos ocorridos nesse ínterim.

 

Palavras-chave: Hegel e Marx. Objetividade social. Lógica dialética. Idealismo. Luta de classes.

 Abstract: If self-phobia constitutes a capitulation to the culture of adversaries, renouncing self-criticism means for Marxism to be destined to repeat the errors that favored the historical defeat of the socialist world in the twentieth century. The clash between a new force that was experimenting with its political structures and a consolidated force that could rely on a century-old experience of government was certainly unequal and left Marx’s followers few chances of victory. This should not, however, hide the fundamental theoretical weaknesses that weighed on the defeat: Losurdo identifies them essentially in subjectivism, in utopia, in messianic temptations, in evasions from social objectivity. Concessions against which he believes Hegel’s philosophy can constitute a valid barrier. And it is from here that he takes the initiative to proceed with a theoretical revision of Marxism: through the Hegelian toolkit and also in the face of historical events that have occurred in the meantime.

 Keywords: Hegel and Marx. Social objectivity. Dialectical logic. Idealism. Class struggle.